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A terapêutica anti-retroviral como estratégia de prevenção foi anunciada na província canadiana British Columbia
A província canadiana British Columbia irá implementar uma nova e agressiva estratégia para alargar a cobertura anti-retroviral no sentido de cobrir as novas infecções pelo VIH, segundo anunciou o ministro da saúde desta província, George Abbott. Esta nova política é baseada num modelo matemático desenvolvido pelo Centro de Excelência em VIH/SIDA da British Columbia, publicado na primeira edição de Julho da revista Journal of Infectious Diseases. Quando for implementado no próximo Outono, será a primeira vez que o tratamento da infecção pelo VIH será usado como estratégia de prevenção.
O modelo matemático, já aqui reportado, calculou que o alargamento da terapêutica anti-retroviral (ART) a todas as pessoas diagnosticadas com VIH, com contagem de células CD4 inferiores a 350 células/mm3, terá um efeito marcado na transmissão, reduzindo a carga viral. O modelo assume que a terapêutica como meio de prevenção deve ser usada em conjunto com outras medidas de prevenção, tais como, o preservativo e a troca de seringas, e deve ocorrer em paralelo com um aumento do número de despistagens do VIH. Nestas circunstâncias, o alargamento da terapêutica anti-retroviral poderá prevenir mais de dois terços de todas as infecções estimadas na British Columbia, até ao ano 2030.
O homem por detrás deste estudo e desta nova estratégia é o professor Julio Montaner, director do Centro de Excelência em VIH/SIDA e presidente eleito da Sociedade Internacional de SIDA, que tem sido um defensor do uso da terapêutica anti-retroviral como meio de prevenção. Em 2006, foi co-autor de um estudo baseado num modelo matemático que concluiu que o alargamento do tratamento a todos as pessoas infectadas no mundo conseguiria interromper o curso da epidemia do VIH dentro de 50 anos.
“Quanto mais pessoas tratarmos e quanto mais rapidamente as incluirmos em tratamento, maior será o impacto na epidemia” declarou o Prof. Montaner ao jornal Vancouver Sun.
O beneficio da terapêutica anti-retroviral em termos de saúde pública – reduzindo a carga viral tanto ao nível da população como a nível individual – é há muito discutido, mas nunca antes usado explicitamente como meio de prevenção. Mesmo a recente declaração controversa da Comissão Federal Suiça de SIDA, que afirmou que as pessoas sob terapêutica anti-retroviral, com carga viral indetectável no sangue nos últimos seis meses, que aderem ao tratamento e que não apresentam outras infecções de transmissão sexual, não devem ser consideradas como veículos de infecção em relação aos respectivos parceiros sexuais, não recomendou qualquer alteração da política Suíça em relação ao uso da terapêutica anti-retroviral com meio de prevenção da infecção pelo VIH.
Por seu lado, o Ministro da Saúde George Abbott declarou ao jornal: “Isto deveria ser utilizado numa perspectiva global e não apenas numa perspectiva canadiana.”
Estima-se que existam cerca de 15.000 pessoas infectadas pelo VIH na província canadiana da British Columbia, das quais 27% não sabem que estão infectadas. Contudo, em Maio de 2008, apenas 4.379 estavam medicadas com uma combinação anti-retroviral, apesar de todos os medicamentos serem de distribuição gratuita.
Pensa-se que a maioria das pessoas que não está sob terapêutica, apesar de ter indicação para iniciá-la, são pessoas pobres, canadianos aborígenes que vivem em comunidades remotas, assim como utilizadores de droga injectável, alguns dos quais são sem-abrigo e ou doentes mentais.
Tanto o Prof. Montaner como o Ministro Abbott admitiram na entrevista ao jornal que alargar a terapêutica anti-retroviral a estas populações será difícil, e que a nova estratégia poderá incluir uma remuneração monetária, como um incentivo para que as pessoas tomem a medicação prescrita.
A estimativa do custo do tratamento durante a vida de uma pessoa seropositiva no Canadá é entre 250.000 a 750.000 dólares canadianos e este estudo sugere que esta nova estratégia poderia poupar até 95 milhões de dólares canadianos, nos próximos 25 anos. Embora este programa seja caro a curto prazo, o Ministro da Saúde da British Columbia afirmou: “A prevenção da doença tem um custo-eficácia muito superior ao tratamento.”
A edição de Abril do HIV Treatment Update examina o efeito da terapêutica anti-retroviral na transmissão da infecção e inclui a discussão do uso da terapêutica como meio de prevenção. Encontra-se disponível neste site.
O modelo matemático, já aqui reportado, calculou que o alargamento da terapêutica anti-retroviral (ART) a todas as pessoas diagnosticadas com VIH, com contagem de células CD4 inferiores a 350 células/mm3, terá um efeito marcado na transmissão, reduzindo a carga viral. O modelo assume que a terapêutica como meio de prevenção deve ser usada em conjunto com outras medidas de prevenção, tais como, o preservativo e a troca de seringas, e deve ocorrer em paralelo com um aumento do número de despistagens do VIH. Nestas circunstâncias, o alargamento da terapêutica anti-retroviral poderá prevenir mais de dois terços de todas as infecções estimadas na British Columbia, até ao ano 2030.
O homem por detrás deste estudo e desta nova estratégia é o professor Julio Montaner, director do Centro de Excelência em VIH/SIDA e presidente eleito da Sociedade Internacional de SIDA, que tem sido um defensor do uso da terapêutica anti-retroviral como meio de prevenção. Em 2006, foi co-autor de um estudo baseado num modelo matemático que concluiu que o alargamento do tratamento a todos as pessoas infectadas no mundo conseguiria interromper o curso da epidemia do VIH dentro de 50 anos.
“Quanto mais pessoas tratarmos e quanto mais rapidamente as incluirmos em tratamento, maior será o impacto na epidemia” declarou o Prof. Montaner ao jornal Vancouver Sun.
O beneficio da terapêutica anti-retroviral em termos de saúde pública – reduzindo a carga viral tanto ao nível da população como a nível individual – é há muito discutido, mas nunca antes usado explicitamente como meio de prevenção. Mesmo a recente declaração controversa da Comissão Federal Suiça de SIDA, que afirmou que as pessoas sob terapêutica anti-retroviral, com carga viral indetectável no sangue nos últimos seis meses, que aderem ao tratamento e que não apresentam outras infecções de transmissão sexual, não devem ser consideradas como veículos de infecção em relação aos respectivos parceiros sexuais, não recomendou qualquer alteração da política Suíça em relação ao uso da terapêutica anti-retroviral com meio de prevenção da infecção pelo VIH.
Por seu lado, o Ministro da Saúde George Abbott declarou ao jornal: “Isto deveria ser utilizado numa perspectiva global e não apenas numa perspectiva canadiana.”
Estima-se que existam cerca de 15.000 pessoas infectadas pelo VIH na província canadiana da British Columbia, das quais 27% não sabem que estão infectadas. Contudo, em Maio de 2008, apenas 4.379 estavam medicadas com uma combinação anti-retroviral, apesar de todos os medicamentos serem de distribuição gratuita.
Pensa-se que a maioria das pessoas que não está sob terapêutica, apesar de ter indicação para iniciá-la, são pessoas pobres, canadianos aborígenes que vivem em comunidades remotas, assim como utilizadores de droga injectável, alguns dos quais são sem-abrigo e ou doentes mentais.
Tanto o Prof. Montaner como o Ministro Abbott admitiram na entrevista ao jornal que alargar a terapêutica anti-retroviral a estas populações será difícil, e que a nova estratégia poderá incluir uma remuneração monetária, como um incentivo para que as pessoas tomem a medicação prescrita.
A estimativa do custo do tratamento durante a vida de uma pessoa seropositiva no Canadá é entre 250.000 a 750.000 dólares canadianos e este estudo sugere que esta nova estratégia poderia poupar até 95 milhões de dólares canadianos, nos próximos 25 anos. Embora este programa seja caro a curto prazo, o Ministro da Saúde da British Columbia afirmou: “A prevenção da doença tem um custo-eficácia muito superior ao tratamento.”
A edição de Abril do HIV Treatment Update examina o efeito da terapêutica anti-retroviral na transmissão da infecção e inclui a discussão do uso da terapêutica como meio de prevenção. Encontra-se disponível neste site.
