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África do Sul: a taxa de infecção pelo VIH entre grávidas continua elevada, as taxas de VIH variam muito entre distritos
A taxa de infecção pelo VIH entre mulheres grávidas na África do Sul tem-se mantido obstinadamente alta, numa média de 29% desde há 3 anos, segundo os dados apresentados pelo governo no dia 5 de Outubro.
O Inquérito Nacional de Prevalência de VIH e Sífilis Pré-natal (2008) – baseado em amostras de sangue de 34 000 mulheres grávidas que recorreram a clínicas de cuidados pré-natais em 52 distritos – mediu a prevalência em 29,3%, comparados com os 29,4% em 2007 e 29,0% em 2006.
A prevalência em mulheres com idades entre 15 e 24 anos baixou ligeiramente de 22,1% em 2007 para 21,7% em 2008, contudo a taxa de infecção entre mulheres de idades compreendidas entre 30 e 34 anos cresceu de 39,6% em 2007 para 40,4% em 2008.
Verificou-se que idade era o maior factor de risco, tendo as mulheres de 22 ou mais anos maiores probabilidades de serem infectadas pelo VIH. Nesta faixa etária, a raça era o segundo factor mais importante, com 37,6% de mulheres africanas infectadas, comparadas com 6,8% de mulheres caucasianas, Asiáticas e outras.
“A prevalência entre mulheres com 25 ou mais anos estabilizou em níveis inaceitavelmente altos”, afirmou o Ministro da Saúde Aaron Motsoaledi, por ocasião do lançamento do inquérito.
O Ministro recusou comentar o sucesso ou fracasso das intervenções que tinham como objectivo combater a epidemia de VIH/SIDA na África do Sul, limitando-se a afirmar que o inquérito foi uma “ferramenta útil” para observar as tendências, permitindo o feedback para os técnicos de saúde e o aumento do empenho para apressar as respostas.
Os dados revelaram variações amplas entre as nove províncias do pais: tal como em anos anteriores, a província de KwaZulu-Natal registou a prevalência mais alta (38.7%) e o Cabo Ocidental a mais baixa (16,1%). Ao nível dos distritos as disparidades foram ainda maiores – em alguns a taxa de infecção atingiu níveis de 45%, noutros 5%.
Os autores do inquérito recomendaram vivamente que o departamento de saúde conduza estudos epidemiológicos mais profundos para investigar as disparidades mencionadas.
Tradução
GAT - Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA
O Inquérito Nacional de Prevalência de VIH e Sífilis Pré-natal (2008) – baseado em amostras de sangue de 34 000 mulheres grávidas que recorreram a clínicas de cuidados pré-natais em 52 distritos – mediu a prevalência em 29,3%, comparados com os 29,4% em 2007 e 29,0% em 2006.
A prevalência em mulheres com idades entre 15 e 24 anos baixou ligeiramente de 22,1% em 2007 para 21,7% em 2008, contudo a taxa de infecção entre mulheres de idades compreendidas entre 30 e 34 anos cresceu de 39,6% em 2007 para 40,4% em 2008.
Verificou-se que idade era o maior factor de risco, tendo as mulheres de 22 ou mais anos maiores probabilidades de serem infectadas pelo VIH. Nesta faixa etária, a raça era o segundo factor mais importante, com 37,6% de mulheres africanas infectadas, comparadas com 6,8% de mulheres caucasianas, Asiáticas e outras.
“A prevalência entre mulheres com 25 ou mais anos estabilizou em níveis inaceitavelmente altos”, afirmou o Ministro da Saúde Aaron Motsoaledi, por ocasião do lançamento do inquérito.
O Ministro recusou comentar o sucesso ou fracasso das intervenções que tinham como objectivo combater a epidemia de VIH/SIDA na África do Sul, limitando-se a afirmar que o inquérito foi uma “ferramenta útil” para observar as tendências, permitindo o feedback para os técnicos de saúde e o aumento do empenho para apressar as respostas.
Os dados revelaram variações amplas entre as nove províncias do pais: tal como em anos anteriores, a província de KwaZulu-Natal registou a prevalência mais alta (38.7%) e o Cabo Ocidental a mais baixa (16,1%). Ao nível dos distritos as disparidades foram ainda maiores – em alguns a taxa de infecção atingiu níveis de 45%, noutros 5%.
Os autores do inquérito recomendaram vivamente que o departamento de saúde conduza estudos epidemiológicos mais profundos para investigar as disparidades mencionadas.
Tradução
GAT - Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA
