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Estudo no Reino Unido mostra que quase todos os doentes com resistências aos ITRNNs podem beneficiar da etravirina
De acordo com um estudo realizado no Reino Unido e publicado na 11ª edição de Maio do AIDS, a maioria dos doentes com resistência aos ITRNNs (inibidores da transcriptase reversa não-nucleósidos) existentes irão beneficiar do tratamento com etravirina (Intelence), um novo potente medicamento com uma elevada barreira genética ao desenvolvimento de resistências. Os investigadores acreditam que “a próxima geração de ITRNNs, incluindo a etravirina, irão ter um papel importante na sequência de combinações no tratamento dos doentes infectados pelo VIH e dos que se infectem com uma estirpe de vírus resistente aos ITRNNs actuais.”
Os ITRNNs (Inibidores da Transcriptase Reversa Não-Nucleósidos) estão recomendados para o uso em pessoas que iniciam pela primeira vez o tratamento contra o VIH. Tem um efeito potente contra o VIH, que é duradouro e provoca poucos efeitos adversos. Mas o VIH pode desenvolver um alto nível de resistências cruzadas para os dois ITRNNs licenciados (efavirenze, Stocrin e nevirapina, Viramune) após o aparecimento de uma única mutação de resistência a estes fármacos.
Nos ensaios clínicos DUET, demonstrou-se que a etravirina é eficaz contra o VIH resistente ao efavirenze e à nevirapina. Os resultados do estudo sugerem no entanto que quanto maior é o número de mutações resistentes aos ITRNNs menor é a resposta à etravirina.
Para ver qual a utilidade da etravirina na prática clínica, os investigadores do Hospital Chelsea e Westminster de Londres conduziram uma análise retrospectiva do número e do tipo de mutações resistentes em doentes que tiveram um aumento na carga viral para níveis detectáveis durante o tratamento com efavirenze ou nevirapina.
Foi possível analisar informação relativa a 743 doentes. Os investigadores descobriram que 39% dos doentes tinham uma mutação de resistência aos ITRNNs; 32% tinham duas mutações; 20% tinha três mutações; 7% tinham quatro mutações e 3% tinham cinco ou mais mutações que conferiam resistência aos medicamentos desta classe.
A prevalência das mutações que conferiam resistência à etravirina era a seguinte: 27% zero mutações; 43% uma mutação; 20% duas mutações e 11% três ou mais mutações. As mutações mais comuns observadas que conferiam resistência à etravirina foram a V901, Y181C e G190A.
Os investigadores calcularam que 89% dos doentes que apresentavam resistência aos ITRNNs após o tratamento com nevirapina seriam susceptíveis ao tratamento com etravirina. Dos doentes tratados com efavirenze com resistência aos ITRNNs, foi calculado que 91% beneficiaria do tratamento com etravirina.
“Prevemos que a maioria dos nossos doentes será susceptível à etravirina após ter adquirido resistência aos ITRNNs durante o tratamento com efavirenze ou nevirapina” concluem os investigadores.
Referências
Scott C e tal. Is there a role for etravirina in patients with nonnucleoside reverse transcriptase inhibitor resistance? AIDS 22: 989-992,2008
Os ITRNNs (Inibidores da Transcriptase Reversa Não-Nucleósidos) estão recomendados para o uso em pessoas que iniciam pela primeira vez o tratamento contra o VIH. Tem um efeito potente contra o VIH, que é duradouro e provoca poucos efeitos adversos. Mas o VIH pode desenvolver um alto nível de resistências cruzadas para os dois ITRNNs licenciados (efavirenze, Stocrin e nevirapina, Viramune) após o aparecimento de uma única mutação de resistência a estes fármacos.
Nos ensaios clínicos DUET, demonstrou-se que a etravirina é eficaz contra o VIH resistente ao efavirenze e à nevirapina. Os resultados do estudo sugerem no entanto que quanto maior é o número de mutações resistentes aos ITRNNs menor é a resposta à etravirina.
Para ver qual a utilidade da etravirina na prática clínica, os investigadores do Hospital Chelsea e Westminster de Londres conduziram uma análise retrospectiva do número e do tipo de mutações resistentes em doentes que tiveram um aumento na carga viral para níveis detectáveis durante o tratamento com efavirenze ou nevirapina.
Foi possível analisar informação relativa a 743 doentes. Os investigadores descobriram que 39% dos doentes tinham uma mutação de resistência aos ITRNNs; 32% tinham duas mutações; 20% tinha três mutações; 7% tinham quatro mutações e 3% tinham cinco ou mais mutações que conferiam resistência aos medicamentos desta classe.
A prevalência das mutações que conferiam resistência à etravirina era a seguinte: 27% zero mutações; 43% uma mutação; 20% duas mutações e 11% três ou mais mutações. As mutações mais comuns observadas que conferiam resistência à etravirina foram a V901, Y181C e G190A.
Os investigadores calcularam que 89% dos doentes que apresentavam resistência aos ITRNNs após o tratamento com nevirapina seriam susceptíveis ao tratamento com etravirina. Dos doentes tratados com efavirenze com resistência aos ITRNNs, foi calculado que 91% beneficiaria do tratamento com etravirina.
“Prevemos que a maioria dos nossos doentes será susceptível à etravirina após ter adquirido resistência aos ITRNNs durante o tratamento com efavirenze ou nevirapina” concluem os investigadores.
Referências
Scott C e tal. Is there a role for etravirina in patients with nonnucleoside reverse transcriptase inhibitor resistance? AIDS 22: 989-992,2008
