- Conteúdo
- Instruções da BHIVA para o tratamento do HIV
- O que é terapia anti-HIV?
- Quando iniciar a terapia anti-HIV?
- Com o quê iniciar o tratamento?
- Tabela 2: Nomes dos medicamentos anti-HIV
- Quando mudar de tratamento
- Tabela 3: O que mudar após a primeira falha na carga viral
- Aderência
- Sumário
- Glossário
Quando mudar de tratamento
O objetivo do primeiro tratamento anti-HIV é reduzir a sua carga viral para abaixo do limite de detecção, o qual é de 50 cópias nos exames usados no momento. Quando a sua carga viral não cair para estes níveis, é provável que o seu tratamento não funcione contra o HIV a longo prazo. Um aumento contínuo da sua carga viral, a partir de baixos níveis, significa que o seu tratamento está falhando. O que provavelmente vem a seguir é uma queda em sua contagem de células CD4, um possível risco de doenças relacionadas ao HIV e um risco crescente de desenvolver resistência aos medicamentos. Isto significa que o tratamento que não estiver diminuindo a carga viral até o limite em que pode ser detectado deverá ser mudado se houver outros medicamentos disponíveis para você que possam alcançar este objetivo.
Algumas vezes a sua carga viral poderá aumentar para pouco acima do nível detectável e depois cair novamente para abaixo no próximo exame. Isto é chamado de ‘blip’ e significa que a sua carga viral deverá ser re-examinada tão logo seja possível, idealmente em duas semanas. Embora estes ‘blips’ únicos possam se resultar de falha nos próprios exames de carga viral, devem também ser um gatilho na consideração de outras possíveis causas, como interação de medicamentos, problemas de aderência, doenças ou vacinações. Ter ‘blips’ freqüentemente é uma indicação de que o seu tratamento está falhando.
Seu tratamento será considerado ineficaz para controlar o HIV somente se você tiver feito dois exames de carga viral com pelo menos duas semanas de intervalo, os quais demonstraram um resultado de carga viral com mais de 50 cópias. No caso de dois exames de carga viral resultarem em mais de 400 cópias/ml, uma mudança no tratamento deverá ser considerada. É recomendável que um exame para a resistência aos medicamentos seja realizado para auxiliar na troca de medicamentos, ou se isto não for possível ( por exemplo, se a sua carga viral estiver menor que 1000 cópias/ml), que o seu novo tratamento envolva uma combinação inteiramente nova.
Se o seu tratamento está sendo mudado por causa dos efeitos colaterais, mas a sua carga viral estiver indetectável, não tem problema mudar somente o medicamento que estiver causando problemas.
Se você estiver tomando d4T e possui outras opções disponíveis para o seu tratamento, é recomendável trocar o d4T por causa das preocupações de que está associado com um alto risco de lipodistrofia.
Caso tenha tido problemas com a aderência, o tratamento que falhou deverá ser substituído por medicamentos que são fáceis de tomar e você deverá receber apoio para a aderência.
Alguns médicos preferem retardar a mudança do tratamento se a carga viral atingir níveis baixos, como estar entre 500 e 1000 cópias. Isto porque os exames para resistência a medicamentos (os quais também ajudam na indicação dos medicamentos com menores chances de sucesso em um novo tratamento)
são mais precisos com cargas virais acima de 1.000 cópias.
A hora certa de mudar de terapia dependerá da opção de medicamentos que estão disponíveis para você. Se uma segunda combinação não estiver reduzindo a sua carga viral para níveis indetectáveis, a mudança inediata diminuirá o possível risco do desenvolvimento da resistência. Se você tiver poucas opções, o melhor é mudar a medicação mais tarde.
As falhas no tratamento podem ser complexas, e não há um guia seguro para a escolha de novos medicamentos, embora os exames de resistência possam auxiliar.
As opções para as pessoas cuja primeira combinação de medicamentos anti-HIV está falhando estão demonstradas na Tabela 3 da página seguinte.
noticias
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