Exames de resistência
Exames de sangue que detectam se o HIV no seu organismo é ou não resistente a medicamentos anti-HIV estão disponíveis. Esses são um adicional relativamente recente para o tratamento do HIV. A expectativa é de que, nos próximos anos, se aprenda mais sobre a melhor maneira de fazê-los, e que a tecnologia aprimore no sentido de torná-los um instrumento de medição mais preciso.
No momento, recomenda-se que os exames de resistência a medicamentos sejam feitos sempre que haja mudança de tratamento para HIV devido a não supressão de carga viral. Deve-se considerar o exame para pessoas que estejam se tratando pela primeira vez, porém não confie muito nele. Para pessoas que nunca tomaram o medicamento, as variações de vírus resistentes a eles podem não estar presentes em quantidades suficientemente grandes para serem detectadas pelo exame.
Uma exceção a isso ocorre quando a infecção por HIV é muito recente. Os exames de resistência são recomendados para pessoas que iniciam tratamento dentro de seis meses da contração do HIV. Dentro deste período, transmissões de quaisquer variações resistentes aos medicamentos podem ser detectadas pelo exame.
Os exames de resistência são também recomendados para ajudá-lo na escolha do tratamento para mulheres grávidas e em crianças.
O uso e a interpretação dos exames de resistência
Os exames de resistência são uma nova e complexa inovação no tratamento para HIV. Os resultados devem ser interpretados por alguém experiente, por alguém que provavelmente esteja no centro onde se faz a análise da amostra do seu sangue e não no seu centro de tratamento para HIV. Os resultados dos exames devem ser considerados ao lado de um completo histórico do tratamento e não, isoladamente. Isso porque resistência a medicamentos não é a única razão para que o tratamento para HIV falhe – doses perdidas, má absorção e interações entre medicamentos são outras possíveis causas a se considerar.
Os exames de resistência podem não ser confiáveis caso a sua carga viral estiver abaixo de 1.000 cópias. Se estiver infectado com um tipo de HIV chamado non-B subtype [subtipo não-B], talvez você precise de conselho especializado sobre os resultados de um exame de resistência. Esses subtipos são mais comumente encontrados em grande parte do mundo, especialmente fora da Europa e na América do Norte.
A maioria das pessoas HIV-positivas no Reino Unido que contraem HIV na África carregam um subtipo não-B de HIV. O mesmo acontece com uma proporção crescente daqueles que contraíram o HIV através de sexo heterossexual.
Os exames de resistência também serão mais precisos se realizados enquanto ainda estiver tomando uma combinação que está falhando e não, depois de você tê-la interrompido. Quando deixa de tomar seus medicamentos atuais, o HIV resistente aos medicamentos provavelmente não será mais capaz de se reproduzir como o HIV sensível aos medicamentos – e, normalmente, há menos probabilidade. Os vírus resistentes que uma vez foram os mais comuns serão desenvolvidos por vírus sensíveis até que eles formem um de muitos subgrupos de HIV dentro do organismo. Os exames de resistência são incapazes de detectar subgrupos que criam menos do que 10-20% do total de HIV no seu organismo. Começar com um medicamento cujo subgrupo do seu HIV é resistente permitirá que aquele grupo cresça novamente depois de ter sido prejudicado, causando falha no tratamento.
Que exame fazer
Existem dois métodos de exame para detectar HIV resistente a medicamentos:
- Exames do genótipo, os quais procuram por mutações específicas em genes do HIV conhecidos por serem ligados a resistência a medicamentos anti-HIV.
- Exames do fenótipo, os quais medem a concentração de um medicamento necessário para reduzir a replicação viral por uma quantidade fixa. Quando a resistência a um medicamento começa a se desenvolver, níveis mais altos daquele medicamento serão necessários para deter o crescimento do número de HIV.
No momento, não há indicação clara de que um tipo de exame seja mais útil do que outro – cada um tem seus prós e contras. Os exames dos genótipos são mais baratos e seus resultados saem mais rápido; dentro de mais ou menos quatorze dias depois que o sangue foi tirado. Mudanças no fenótipo resultam de mudanças no genótipo; então o exame do genótipo pode indicar mais cedo se resistência será desenvolvida.
Os exames do fenótipo oferecem uma guia quantitativa para os efeitos dos medicamentos no HIV em seu organismo. No entanto, esses exames são mais caros e levam mais tempo para se obter os resultados, por volta de quatro semanas.
O Virtual Phenotype [Fenótipo Virtual] é um sistema de interpretação que pode ser usado mais freqüentemente para analisar no futuro os resultados do exame de resistência do genótipo.
Ele oferece um resultado ‘fenotípico’ baseado na combinação de variações resistentes de HIV dentro de um grande banco de dados de informação genotípica e fenotípica.
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